Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009
Prolixos, Devagares e Delongados Devaneios
Acho que o motivo de eu ter me ausentado por tanto tempo foi simples e auto-explicativo: eu estava vivendo. Da forma mais ativa que esse verbo pode tomar. Sem tempo para nada, apenas vivendo, sentindo, deleitando-me. Ah, e comprei uma pequena agenda para servir-me de diário, assim a ânsia de escrever sacia um pouco. Além do mais, num diário que apenas eu leio, escrevo coisas muito mais pessoais e comprometedoras, o que faz dele muito mais interessante do que um diário virtual. ..Até hoje, em que senti uma enorme falta de devanear por aqui.
Eu mudei de servidor, e por enquanto estou gostando, e apenas mudei porque o Sapo tem uma ferramenta que torna possível importar todo o conteúdo do meu antigo blog do Blogspot, incluíndo tags e comentários.
Eu estava pensando hoje, enquanto tentava desvendar os motivos do meu atual desânimo. E cheguei à conclusão de que para mim, o que mais dá paz é a sensação de que sei o que quero, pelo menos a curto/médio prazo. Mesmo não tendo "em mãos" o que eu sei que quero. Mas o fato de eu estar segura dos meus desejos, sabendo por que e pelo que devo 'lutar', isso é o que me dá mais paz. Eu prefiro muito mais essa situação do que a circunstância de ter "em mãos" o que eu quero, mas sem tanta certeza assim acerca do meu querer. Se eu tenho uma dúvida, uma duvidazinha só, tudo já desmorona, e eu fico a me remoer sem prazo definido.
Ansiosa pelo que me aguarda em Fevereiro. Tudo é uma incógnita.

Meu novo bebê, Bentinho, um gatinho tirado das ruas.
Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008
Dicotomia Temperamento/Caráter e... FELIZ NATAL!
Oie! Tô passando voandoo por aqui, acabei de chegar de um trabalho suuuper cansativo e estou super atrasada (vou ao cinema assistir Queime depois de Ler), mas tenho que dar uma satisfação né! risos. Dei uma pesquisada, e encontrei a resposta do post passado... quer dizer, encontrei uma resposta que, pelo menos pra mim, satisfaz. A alma ilimunada em que eu busquei ajuda chama-se Diogo Lara, um psiquiatra especializado em humor e temperamento. Não, eu não fui até o consultório dele. Comprei um livro, chamado "Temperamento Forte e Bipolaridade - dominando os altos e baixos do humor". Neste, inesperadamente, encontrei uma teoria convincente sobre nossa personalidade. O que Diogo faz é o seguinte, sinteticamente: ele, com base em estudos e análises epidemiológicas psiquiátricas, faz uma divisão entre "temperamento" e "caráter". Assim:
"O temperamento, que também conhecemos por "gênio", está ligado às sensações e motivações básicas e automáticas da pessoa no âmbito emocional. É herdado geneticamente e regulado biologicamente e pode ser observado nos primeiros anos de vida. (...)
Enquanto o temperamento tem a ver com este plano emocional básico do indivíduo, suas sensações e motivações, o caráter decorre mais das experiências e modelos que formam nossas memórias e padrões psicológicos (caráter nesse contexto não significa somente boa índole ou valores morais sólidos).
O temperamento define o que mais naturalmente se salienta no mundo para cada um e influencia os tipos de experiências em que nos envolemos e como reagimons instintivamente a elas. A interpretação destas experiências gera um significado que por sua vez lapida a expressão do temperamento, que é o caráter. Assim, é claro que o temperamento e o caráter se influenciam e interagem e nem sempre é fácil diferenciar o que provém do caráter e o que provém do temperamento. A combinação deste temperamento com o caráter que se forma pela experiência é o que definimos como personalidade." (pgs. 13/14).
Essa teoria me satisfez bastante, ainda mais por sua credibilidade, uma vez que encontra fundamento na Psiquiatria.
Agora tenho que partir... Viajarei amanhã e ficarei fora por uns 8 dias. Então queria aproveitar o momento pra desejar um FELIZ NATAL, e agradecer a todos que lêem esse humilde blog, que passam de vez em quando por aqui e também os que estão lendo pela primeira vez. UM BEIJÃO!
Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008
A NATUREZA DA NOSSA PERSONALIDADE
Estava refletindo sobre a natureza da nossa personalidade. Mas não consigo me decidir entre duas possibilidades.
Seria a nossa personalidade:
1) um comportamento, e, sendo assim, uma escolha? Ou seja, algo facilmente mutável?
2) Algo intrínseco a nós (que nasceu conosco, está gravado em nosso DNA)? Que constitui nossa natureza e, por conseguinte é, para não dizer impossível, muito difícil de mudar?
Esse ponto adentrou meus pensamentos de forma meio devastadora, uma vez que sinto na pele esse dilema! Fico me perguntando até que ponto eu deveria mudar alguns aspectos da minha personalidade, e até que ponto eu deveria “me respeitar”, aceitando que são certos “defeitos” os quais fazem parte do meu jeito de ser, da minha natureza. O limear é estreito!
Adoraria que vocês dessem suas opiniões. Um beijão!
OBS: uhuul, o semestre acabou, estou de “férias”! As aspas são em função de eu ter que passar o período de veraneio inteiro em 'Forno' Alegre, haja vista meu trabalho!
Sábado, 6 de Dezembro de 2008
MALLU MAGALHÃES: bebendo Toddynho e falando merda

Pára o mundo. Será que eu sou a única pessoa da face da Terra que acha que esta menina tem sérios problemas? Que precisa urgente de um psicólogo?
Minhas desconfianças se agravaram – e viraram certezas – após ler a entrevista que ela deu à Revista Época. A guria não foi capaz de responder claramente nenhuma pergunta que faziam a ela. Parecia que falava grego. O repórter fazia uma pergunta, e ela começava a viajar na maionese, falar umas bobagens, enfim, não falava coisa com coisa. Gize-se: enquanto respondia, ela “comia sua merenda com Toddynho”.
Alguns segmentos dessa merda ininteligível (obs: são apenas trechos que eu quis frisar, e as questões não estão em ordem):ÉPOCA SÃO PAULO - Todo o hype inicial em torno do seu nome acabou alimentado, no paralelo, a implicância de muita gente com seu trabalho. Você sentiu esse outro lado?
(...)As pessoas que não dão chance ao coração perdem as coisas. Elas se deixam enganar pelo medo de serem enganadas. A gente não pode ter esse medo. Ser enganado nem sempre é ruim. Eu, pessoalmente, me deixo ser enganada. Milhares de coisas estão por aí e são passageiras, mas são admiráveis e divertidas de se dançar, nem que seja uma noite.
Você sai pra dançar?Dentro de mim, lógico.
O que mudou?
(...)Será que se pode ser um adulto feliz? Talvez. Acho que o mundo é completamente talvez. Eu sempre quis fugir com o circo, mas nunca pude fugir.
Fugir literalmente?É, entrar em um ônibus e fugir com o circo. Queria poder pintar, fazer os cenários, as roupas, colocar o coração deles ali.
Faz tempo que você pinta?Desde antes da música. (...) Eu nunca pensei que fosse ser artista. Achei que fosse ser veterinária ou assistente social. Ou motorista de ambulância.
Outros segmentos:
“Eu vou ter minha vivência, um dia. Mas tenho outros machucados. Nasci num contexto e não posso relutar contra ele – ainda que dentro de mim eu relute.”
“Eu não queria estudar, não queria fazer parte da classe social na qual nasci, por exemplo. Se pudesse optar, estaria vivendo de outro modo.”“Queria poder morar no meu apartamento, eu sozinha, um gato e meu devido amante.”
“É muito bom chegar perto das pessoas que você admira.
Por isso eu sempre quis ser jornalista. Queria fugir com o circo para entrevistar as pessoas na viagem.”“Eu falo coisas sujas e que podem parecer estranhas quando ditas por uma pessoa na minha posição física tanto em inglês quanto em português.”
“Fiquei com medo quando meu produtor veio com essa onda de querer um produtor no disco. Não conheço nada do ramo. Passei dias e noites refletindo – e eu não sou disso, prefiro gastar esse tempo sentindo.”
Tá, chega de tanta asneira, me mata com a faca da cozinha de uma vez!
Em todas as perguntas, Mallu Magalhães fazia questão de salientar o quanto ela é diferente dos outros jovens, o quanto “foi uma adolescente excluída na escola” (ops, como assim foi uma adolescente? Ela é uma criança!), sempre exaltando seu gosto musical como um troféu. Tudo com um tom hiperesnobe.O mais impressionante é que a maioria das pessoas acha um máximo toda essa asneira que ela fala!! Acham super cool, cult no úrtimo!! Se parassem pra ler as coisas que ela fala, iam ver como ela simplesmente é incapaz de falar coisa com coisa... Gente, acordem, essa garota não passa de mais uma grande, e bem sucedida, invenção da mídia.
Faço minhas as palavras de alguns comentários (os poucos comentários sãos) deixados no site da Época:
“Mallu Magalhães é ou se faz de retardada. Interessante a parte que ela diz: "Eu não queria estudar, não queria fazer parte da classe social na qual nasci, por exemplo. " Preferi o que srta Mallu? viver numa favela , para poder ter um motivo para sua "melancolia " nas suas letras idiotas?” (Cyr - SP/São Paulo - 05/12/2008 09:04:12)
“Minha primeira impressão dela foi de pena, e, sinceramente, continua sendo. Ela com essas respostinhas metidas a geniais, e que de geniais, nada têm. Quer se passar por misteriosa, a guriazinha, alguém que tem muito a dizer, mas não consegue responder a uma só pergunta sem fugir do assunto ou mencionar os pais. Outra coisa que me irrita muito nela também é o fato dela expor os gostos musicais como se fossem troféis, falando em Johnny Cash e Bob Dylan como se fosse a única adolescente no país que sente repugnância por funk. Não acho que a música dela seja rica, sinceramente; pelo contrário, me irrita. A voz é fraca, não me passa sentimento, como ela tanto gosta de ressaltar, me passa alienação e a hipocrisia de uma guria boba que se acha adulta.” (Fernanda - RS/Porto Alegre - 04/12/2008 23:51:47)
“Ajudem ela a responder coisas coerentes...não dá para ler.Dançar para dentro...seria ela a revolução do pensamento? bah...tem uma coisa que eu não entendo nela...sei não...muito estranha!!!ajudem-na,perguntem...o jeito que ela fala dos pais...esse negócio de homem mais velho me cheira a fuga psicológica,ajuda, etc.” (MICHELLE - RS/Porto Alegre - 04/12/2008 18:37:14)
“Meu Deus! quanta arrogancia e prepotencia, ja vejo o fim dessa pobre alma, drogada fazendo um show por mes e terminando no superpop comentando como saiu das drogas se internando na clinica do Rafael Ilha, da valor aos teus pais imbecil,belo exemplo ta dando pras adolecentes "entrando em lugares que só maiores de idade entram" os pais devem ta desesperados,coitados.”
(mila - RJ/Mesquita - 03/12/2008 05:39:05)
E a pergunta que não quer calar: o que tinha nesse Toddynho??
OBS: Marcelo Camelo caiu MUITO no meu conceito... não por namorar a Mallu, mas por ter dito que a menina “mudou sua forma de ver a música, de compor”. Que decepção, hein Camelo?
Domingo, 23 de Novembro de 2008
Tonight Im tangled in my blanket of clouds, Dreaming aloud...
Eu quero me livrar do meu lado que é só sofrimento, me dissociar dos meus chicotes. Mas sem segregar meus sofrimentos de construção e minhas dores instrutivas. As lições que fortalecem.
Quero me liberar dos meandros sem propósito, das bolas de neve, dos túneis escuros, dos meus boicotes.
Quero saber viver com certos pontos de interrogações nas costas. Sem que eles me pesem. Ou pelo menos sem que eles me pesem tanto.
Eu quero me mandar, mas sem nunca me perder de vista.
Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008
Vitimização Inconsciente
Você pode dizer que não, mas no seu inconsciente, você se faz de vítima. Quando convém, é claro.
Bem ou mal, a vitimização é um ótimo subterfúgio.
É a perfeita desculpa para os nosso fracasso.
Hoje estava conversando com uma amiga, a Lara*, e estávamos estressadas, chateadas com certos acontecimentos, bem como com a imensa quantidade de provas e compromissos que temos ultimamente.
"Ontem eu tava pensando na vida, e cheguei à conclusão que a minha vida tá uma merda".
Será que este "pensando na vida" não foi um pouco tendencioso?
Será que não fazemos questão de pensar de uma forma que nos leve a acreditar que a nossa vida é uma merda, que tudo que acontece com a gente é uma merda, que é uma conspiração do destino pra que tudo dê errado, que somos injustiçados, etc.?
Foi isso que eu disse pra ela. Como esperado, Lara* respondeu imediatamente que não, óbvio que não era isso, ela tem certeza que não está se fazendo de vítima, ela não faz essas coisas.
Claro, eu disse a ela, a gente não faz isso de propósito, e nem gosta de pensar que faz, afinal, é tudo inconsciente, é tudo subterfúgio, é tudo desculpa esfarrapada pra nós mesmos.
É o mesmo que ocorre quando temos uma prova muito difícil pela frente e ficamos batucando no cérebro: "sou burra, sou burra!". Sim, isso facilita tudo. Sermos burras já é o juízo final, é o fim de tudo. Mesmo estudando a gente nunca vai conseguir aprender, pois somos burras. Bela desculpa.
Ou também quando eu acordo pela manhã, sonâmbula, e penso: "ai, eu tou muito cansada, minha rotina tá muito pesada, mereço dormir". E falto a aula.
Esse esquema de vitimização só leva a um caminho: auto-sabotagem. No final das contas nos boicotamos, acabamos indo muito aquém das nossas capacidades.
Paremos com essa burrice de ir pelos caminhos mais fáceis e acreditarmos nas nossas prórpias desculpas. Elas nos aprisionam.
FICADICA!
Sábado, 8 de Novembro de 2008
Até a revista feminina...
Ontem à noite, possuída pelo tédio, me pus a navegar por uns sites, digamos assim, não muito educativos.
Sem querer caí de pára-quedas no site da revista Nova, e acabei clicando num dito "
teste para descobrir qual a cor da sua aura".
Depois de responder a 100 enfadonhas questões, quase babando no teclado, me deparo com o seguinte resultado:
Houve um empate nas cores:
Magenta (vermelha arroxeada): Inovação, extravagância e rebeldia. Indica que você não é conformista e tem dificuldade em aceitar regras. Muitas vezes, vê o trabalho e a família como uma prisão. Precisa criar um estilo de vida que esteja em harmonia com o que acredita, mas que não agrida ou exclua os outros.
Dourado-Amoroso: Abstração, gentileza e generosidade. Sua mente está sempre fervilhando de idéias, mas você sente dificuldade em colocar tudo no papel e priorizar tarefas. Procure não se envolver em mais compromissos do que consegue cumprir.
Isso significa que você tem mais de uma camada de cor com a mesma intensidade. Sinal de que está em conflito e precisa descobrir quem realmente é.
WTF???? Até uma revista feminina vem me insinuar que eu sou uma pessoa em conflito.
Admito que fiquei mal. De fato, acho que sou um
hopeless case...

(isso também é fruto da minha noite entediada)
Aiai. Eu mereço.
Quero ir à feira do livro!!
Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008
Lalalá Tralarirá
Sem nenhum post auto-ajuda para que os outros leiam, se confortem e comentem, ok? Caia fora se você é desse tipo.
Ando irritada e intorelante com o pessoal da faculdade. Sei lá, tudo me irrita, não gosto mais das pessoas como antes, não tenho mais paciência pras suas histórias pequenas e repetidas. Com algumas exceções, quais sejam duas ou três amigas.
Sem paciência para observar as panelinhas, as fofoquinhas, as intriguinhas. Lá é assim, sempre foi e sempre vai ser: um antro de fofoca, de intriga, de um querendo pisar em cima do outro na primeira oportunidade. Seja porque sabe alemão, porque fez um curso na itália, ou qualquer coisa que prove grande capacidade intelectual, seja porque é mais bonito e mais popular, ou porque tem roupas mais caras ou trendsetters. No fundo, são todos iguais, não há diversidade alguma.
Mas no meio disso, há algumas coisas que abrem a cabeça. Ontem fui num evento muito massa, cujo palestrante era o jornalista Caco Barcellos. Confirmei o que já sabia: o cara é um máximo. Ele falou sobre a cultura da violência, assunto que devia interessar a todos, e especialmente me tocou, agora que estou trabalhando com direito penal. Ele apresentou alguns vídeos, e principalmente expôs as opiniões dele sobre o assunto.
Interessante que a patrocinadora do evento, chamado "Diálogos Universitários" (q era de graça, dava comida de graça, mochila de graça e até o cu de graça) tratava-se da empresa Souza Cruz, empresa que produz cigarro, desde as lavouras de fumo até as grandes indústrias. Engraçado que a Souza Cruz fica patrocinando esses eventos de "consciência social" como se fosse muito boazinha e não ganhasse nada em troca. Apresentou vídeos mostrando como ela é bondosa com os agricultores e com a sociedade. Ahã. Mas o mais engraçado foi uma pergunta que fizeram da platéia para a representante da Souza Cruz: "é verdade que o cigarro mata mais que o dobro do que a violência?". A platéia caiu no riso. A mulher, altiva e imponente em seu salto 15, e apoiada em seus discursinhos prontos, despencou. Mas fez questão de dizer, com seu chiado carioquês exagerado: "Vocêixx axxam que eu não goxxxto desaxxx perguntaxx mas eu adoroooo!!! Muito obrigada quem feixxx!!!!". Pior que isso foi a resposta, também fruto de um discurso pronto, uma vez que sem dúvida eles são treinados para se dar bem diante dessas provocações: "É, porque a gente nasce ouvindo que cigarro faz mal, e isso entra na nossa cabeça..." What the fuck??? Ela tá querendo insinuar que cigarro não faz mal?? Sorte que ela era bonita e bem vestida e bem maquiada, assim o povo recebeu ela bem, naturalmente. Mas mesmo assim, ouviu-se uns "UUUUU" de uns poucos ouvintes.
Me estendi.
Dale Obama. E eras isso.
Sábado, 18 de Outubro de 2008
...
"Chorei três horas, depois dormi dois dias. Parece incrível ainda estar vivo quando já não se acredita em mais nada. Olhar, quando já não se acredita no que se vê. E não sentir dor nem medo porque atingiram seu limite. E não ter nada além deste amplo vazio que poderei preencher como quiser ou deixá-lo assim, sozinho em si mesmo, completo, total." (Caio Fernando Abreu)
Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008
Felicidade
Felicidade: é uma coisa passível de se aprender?
Ou simplesmente nascemos com a vocação ou não para sermos felizes?
Às vezes acho que eu tenho a "vocação" de complicar as coisas, teorizar demais, refletir demais, acerca de coisas tão simples, que outras pessoas simplesmente viveriam, sem pensar em nada.
Tô precisando virar adepta de um estilo mais "just do it", seja o "it" bom ou ruim. Pq eu consigo complicar até coisas teoricamente boas!! E me escarafunchar nos labirintos da minha própria cabeça, que não chegam a lugar algum, pelo contrário, só fazem o favor de me auto-sabotar.
Aiaiai.
A minha vida tá tão perfeita, pq eu não me sinto feliz? Pq às vezes eu deixo as coisas mais toscas contaminarem todo um conjunto de coisas boas? Tipo a prova de processo civil, ou o olhar nojento de uma pessoa insignificante.
Tô sentindo falta daquele sentimento de alegria me invadindo, que faz eu querer flutuar. Quando será q ele volta?
"A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar..."